sábado, 27 de dezembro de 2014

Me devolva

Se era pra deixar partir,
então devolva meus beijos,
o primeiro eu te amo,
me devolva o começo do que se tornou fim.
Me devolva os dias pensando em você,
as frases ditas só pra você,
me devolva a eternidade quebrada,
os nossos sonhos,
todos os dias dedicados a você.
Me devolva os sentimentos que as fotografias
não conseguem expressar,
se era pra deixar partir,
então devolva meus beijos,
meu boa noite,
esse coração entregue.
Me devolva as tentativas,
as coisas engraçadas,
as lágrimas,
os dias difíceis que fizeram parte dessa história acabada.
Me devolva nossos segredos,
a confiança de te contar meus medos,
o brilho dos meus olhos ao te encontrar,
a saudade que sentia de cada instante sem você,
a alegria de ser seu lar.
Me devolva meus beijos com gosto de mar,
o tempo perdido assistindo filmes em dias de chuva,
os planos rasgados pela casa,
as flores de mil cores,
a chama que fazia meu coração arder,
se era pra deixar partir,
então devolva meus beijos,
a paixão renascida a cada amanhecer,
o amor que nunca acaba,
me devolva o impossível,
pois só devolvendo o que os olhos não podem ver,
é que conseguirei te esquecer.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mundos (sobre como as coisas realmente são)

Me sinto seguro
em alguns mundos da minha própria invenção,
guardo meus pensamentos sobre como as coisas realmente são.
Me sinto seguro
em minhas opiniões vagas,
eu vejo a cura e me pergunto se seria correto?
Meus mundos são dias e noites
de despedidas e paixões,
mil portas, mil chaves,
um gosto doce que vai ficando amargo,
e é verdade quando digo que guardo meus pensamentos
sobre como as coisas realmente são.
Me sinto seguro
em alguns mundos de planos que mudam,
de sonhos que acabam,
alguns absurdos de amores impossíveis começam quando se entende,
que o Sol que dissipa a tempestade
o faz por ser apaixonado pela chuva.
Eu nunca acreditei em pessoas que sentem pra sempre,
eu sempre desconfio de pessoas que dizem nunca,
palavras são frágeis quando ditas sem pensar,
e sem valor quando se pensa muito pra falar.
Me sinto seguro
quando estou ao seu lado,
é um dos mundos inventados,
são olhos fechados, cansaço,
meu jeito de me perder em outros mundos,
alguns dias sendo reprisados.
Sim, este é meu momento de silêncio,
pensamentos que gritam se recusam a concordar,
não existem argumentos contra a certeza,
não existe certeza sem argumentos,
por isso guardo meus pensamentos sobre como as coisas realmente são,
e me perco dentro dos mundos da minha própria invenção.
Me sinto seguro
no fim do mundo,
já não preciso guardar pensamentos sobre como as coisas realmente são,
e as coisas são...