sexta-feira, 6 de junho de 2014

2:51 AM



Os minutos mais lentos

esperam por algumas gotas de últimas palavras,

mas acredito que o que se aproxima é um forte temporal.

Eu me recuso a mentir novamente,

como alguém que se lembra do que foi bom

somente para anestesiar a dor de ter perdido o tempo que passou.

Arrependimentos rompem o céu escuro,

e as chances que não voltam estremecem o silêncio

dessa madrugada de insônia.

Meu desabafo acalenta meu peito descoberto,

e é sem medo que confesso

que estar sozinho não é estar só,

que mais solitário que um andarilho qualquer

é aquele que não suporta sua própria companhia.

Estou esperando o dia amanhecer,

com a ansiedade de quem nunca viu o Sol,

com a esperança do recomeço.

com a calma de uma bomba.

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