domingo, 30 de setembro de 2012

Quanto tempo temos?

Vamos demorar a dormir, como se esta noite fosse a última, se na verdade não for. Mesmo que os olhares preencham os diálogos com tom de silêncio e um pouco de saudade e preocupação. Faz tanto tempo que não conversamos, que inventarei histórias só para que aparente que eu vivi dois mundos inteiros, no espaço de um só. Estou mudando o reflexo no espelho, por dentro estou mais forte, mais quieto, como a Lua que disfarça sua luz atrás das nuvens em uma noite fria de primavera. Não me peça novidades, somos íntimos demais para assuntos de elevador, você costumava me entender quando eu era apenas só um sonhador. Senti tanto sua falta, como a ansiedade que teme por não alcançar o fim da dor, ou os dias frios que procuram seu calor, nessa rima pobre que banaliza o que mais sinto por você, amor. Se você espera um fim ou um aperto de mão, acho que te desaponto com meu pedido para que fique, existe um mundo que sem você nunca mais girou, e tudo morreu, cada flor, cada amor, cada sonho.

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