segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Indefinível


Não preciso de mapas,
quando lembro do seu abraço,
da sua voz chamando meu nome,
como uma tatuagem em sua mão,
um filho com olhos cheios,
pedindo perdão.

Do que são feitos os dias
de felicidade?
Se não do seu sorriso.
Do que são feitos os dias,
da eternidade?
Se não do prazer,
de te ter como amigo.

Não trago medalhas no peito,
mesmo quando isso é valorizado,
pelos discursos alheios,
continuo sendo o órfão,
com os olhos que brilham,
por te ter como Pai.

2 comentários:

ELENA BARROS disse...

Anjo lindo, muito amado, segundo o coração de Deus...parabéns por mais uma pérola literária!!!! Te adoro, filho!!! Beijos da mummy!!!

Kiro Menezes disse...

Que lindo! Muito agradavel sentir a ternura da devoção ao Pai!