segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O teatro de viver sem Ti


Tudo era fácil, agente não sabia,
tudo era simples, agente não entendia,
mas tudo mudou...
Certos são aqueles que lutam por seus sonhos,
fazem de suas vidas uma vida por todos,
e se encontra ao se perder em Ti.
Os medos são as sobras das nossas desistências,
ricos são aqueles que vivem em sua presença,
eu me apego ao que você falou.
Que tudo nessa vida é muito passageiro,
o coração adoça o amargo dos desejos,
o teatro de viver sem Ti.

Quando as palavras se forem,
e os dias bons não puderem mais voltar
e se a solidao se transformar em mar revolto,
e a saudade for o barco para navegar.

Lembre de tudo que Ele fez por nós.

domingo, 29 de janeiro de 2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Embarque


Não preciso das coisas que perdi,
para pintar o céu, das cores que desejo,
existem sim muitos motivos para relembrar,
mas levo comigo as lágrimas da despedida,
para transformar em sorrisos na chegada,
no fim dessa estrada que decidi caminhar.
Espero que fotografias sejam suficientes,
para te fazer esquecer as loucuras desse mundo,
e não se preocupe em corresponder as expectativas,
eu sempre acreditei que o final,
é um copo meio cheio,
é um novo começo,
é a última chance até termos a próxima.
Às perguntas nunca feitas,
respostas silenciosas,
como alguém que grita,
gotas de chuva no deserto.
Ao olhar que destila a história,
canções de como poderia ser,
esperando somente os ponteiros marcarem,
a hora de embarcar e ir embora.
Eu seguirei essa estrada aberta,
quem se importa com o que é seguro,
se a vida nada mais é que um tiro no escuro,
em alvos que se movem.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Indefinível


Não preciso de mapas,
quando lembro do seu abraço,
da sua voz chamando meu nome,
como uma tatuagem em sua mão,
um filho com olhos cheios,
pedindo perdão.

Do que são feitos os dias
de felicidade?
Se não do seu sorriso.
Do que são feitos os dias,
da eternidade?
Se não do prazer,
de te ter como amigo.

Não trago medalhas no peito,
mesmo quando isso é valorizado,
pelos discursos alheios,
continuo sendo o órfão,
com os olhos que brilham,
por te ter como Pai.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Barcos


Enquanto o tempo pesa sobre nós,
fazemos um pedido inocente,
que as promessas quebradas,
não resistam ao esquecimento.

Estive preso durante muito tempo,
por ter uma auréola torta,
quando me deram as chaves da cela,
percebi que a porta sempre esteve aberta.

Nesse teatro sem platéia,
não tenho um texto ensaiado,
que soe bem aos seus ouvidos,
e quanto a ser autêntico,
escondo minhas fontes,
e finjo ser improviso.

Fugimos em navios de papel,
rezando por calmaria,
deixando para trás,
uma cidade em chamas,
queimando nossos fracassos,
deixando em ruínas nossos desatinos.

Eu sinto tanto sua falta,
eu pensava que era medo dos raios,
que rasgavam a escuridão,
mas eram as lembranças,
que ninguém vai entender.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Pobre rei


‎Poderíamos ser príncipes,
em um reino eterno,
mas preferimos ser reis,
em um reino que passa,
correndo atrás de tudo o que não temos,
para nos convercermos,
que é tudo o que precisamos.

Escondemos nossos rostos,
consumidos pela idéia que não há nada,
que a humanidade não possa se adaptar.
Pra tentar fugir.

Tínhamos a sinceridade,
de uma vida inteira,
abandono consentido,
falsos refletindo a vida alheia,
parecendo o que não somos,
pra ser tudo o que não precisamos.