domingo, 11 de dezembro de 2011

Aprendi tão pouco


Eu nunca soube como implorar,
você sempre admirou os espinhos,
me ensinando que o todo não se resume em flores.
Como eu pude te dizer palavras lindas,
em tom de despedida?
Se só você me fazia me sentir vivo novamente.
Eu nunca me apeguei as horas que se vão,
você ao esquecer meus erros,
me pediu pra não eternizar o que é passageiro.
Como eu pude me sentir sozinho,
se você nunca me abandonou?
Se só você me fazia me sentir vivo novamente.
Quando eu finjo saber tudo,
as histórias que você me conta,
revelam que tenho muito a aprender.
Como eu tive forças pra carregar meus próprios erros,
achando que carregava o mundo?
Como eu testei seu amor,
como se o amor pudesse ser medido?
Sua mão me guia para casa,
eu era tão mais feliz quando desconhecia os atalhos,
quando caminhar com minhas próprias pernas,
era tropeçar a cada passo dado,
hoje corro sem me importar se é o caminho errado.
A sinceridade frustra,
tanto quanto meu sentido é delirante,
sinônimo de perder tempo,
é reclamação,
e eu tenho perdido tanto tempo,
como alguém que planta sem querer colher,
como alguém que esqueceu a lição.
Como pude crescer tanto,
se ser louco era ser o mais sábio,
em um reino em que os príncipes eram crianças?
Como pude me achar livre,
vivendo como se fosse alguém que tem todas as respostas,
se só você me faz me sentir vivo novamente?

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