sábado, 19 de novembro de 2011

Como os que sonham


Uma garrafa quebrada,
que eu já não consigo juntar,
os cacos, os planos, o que sou,
e quem me dera saber quem sou.
Eu sinto tanta falta de você,
uma saudade absurda,
que quase me mata,
e com certeza me assusta.
É como se tudo que existe fosse insuficiente,
como se o coração que bate no tempo certo no meu peito,
logo, logo, fosse desfalecer.
É que eu te amo tanto,
e já faz tanto tempo,
que já me acostumei com o seu amor tão imenso.
É que eu lembro de tanta coisa,
das palavras que disse,
de tudo que já ouvi você dizer,
seja lá longe,
seja aqui perto,
seja em qualquer lugar.
Eu construí tantos pensamentos,
e eu deixaria toda essa cidade vazia,
só pra ir para o fim de tudo ao teu lado,
é que eu te amo como nunca amei ninguém,
e esse coração tão sujo em forma de pedra,
sempre que bate, almeja lá no fundo encontrar seu toque,
sua essência, seu louco amor.
Você é suficiente, e bem mais do que eu mereço,
se é que merecer pode fazer parte do meu vocabulário.

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