quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Conforto


Me sinto perdido,
longe do peito que bate acelerado quando me vê,
você grita: estarei sempre aqui.
Eu ouço minhas vontades,
cantando a canção do desespero.
Eu era a cura,
agora sou parte da doença,
que distorce as palavras doces,
o olhar de amor.
Me sinto como se soubesse as respostas necessárias
para o mundo,
logo hoje que consegui me convencer que faço parte
do rol dos piores do mundo.
Sim é a mais pura verdade,
nada é mais como eu pensei ser,
sim, acredite em mim,
nada é como pensei.
Eu me protegi contra os dragões,
salvei a princesa, defendi o castelo,
e fui ferido de morte,
pelo meu maior inimigo,
o meu jeito tolo de pensar ter vencido.
Todo o tempo do mundo ou poder voltar no tempo?
Quantas coisas eu teria pra mudar...
Quantas escolhas...
Como alguém que não aprendeu a desistir,
você me diz que tudo é possível ao que crer,
minha imunidade reage,
culpando ao resto do mundo por não crer,
por me fazer sofrer.
Se em tempos remotos,
um sábio e um dos mais sábios,
teve a sabedoria de dizer que tudo era vaidade,
eu, em toda minha burrice posso dizer,
que hoje tudo é futilidade,
amores pela metade,
palavras sem sinceridade,
sem a menor razão para existir,
para viver.
Então eu vejo seu olhar,
e de alguma forma me antecipo ao seu dizer,
e percebo que você é mais que tudo,
tudo que já tive, já fui, terei, serei.
E vou dormir,
mesmo sendo um dos mais errados,
vou dormir sendo amado,
como alguém que muito foi perdoado.
Afinal quais são as palavras que compõem o amor?
Sim...
É a falta do que responder,
que me prova o quanto você me ama,
e quanto eu tenho valor.

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