sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Achados e perdidos


Não olhe em meus olhos, ficarei tímido,
e as palavras de agora não acontecerão.
Não repare na minha distração momentânea,
é uma mistura de saudade e medo,
quase um desespero, não confunda com falta de atenção.
Uma coisa é quando nunca se teve,
outra é quando a única coisa que você teve se perdeu,
não partiu pela frestas da janela,
apenas saiu pela porta que deixei aberta.
De tudo que foi feito para doer,
o que mais dói é o olhar de quem não vai mais voltar,
é um olhar que pede pra ficar,
pede pra continuar sendo importante,
pede porque sabe que de todos que foram feitos para se arrepender,
o tempo é o único que nunca ira voltar atrás pra rever o tempo que passou.
Isso me torna um monstro?
Alguém que sempre destrói o que toca?
Como um Rei Midas que faz com que tudo ao redor vire ouro,
como alguém que consegue fazer o "pra sempre" parte do que já passou?
As lágrimas que moravam em meus olhos,
partiram junto com a vontade de mudar o mundo,
se foram... e não posso dizer que não olharam para trás.
Sim eu estou aqui pra pedir ajuda, quem sabe alguma informação,
e estou olhando para o chão,
pois sei que me olhas como um monstro,
mas só quero achar,
a melhor coisa que alguém poderia ter,
e se não quiser me ajudar, eu entenderei.
Mas de todos os absurdos da vida,
eu te peço que me ajude a encontrar o coração que Deus me deu,
pois o que tinha cores, passou a ter uma só cor,
e hoje já não consigo ver.
O coração era sincero, não só quando lhe convinha a ser,
era sorridente e sempre disposto a ajudar,
tinha muitas cicatrizes,
e de tudo que se pode aprender,
ele sabia amar.
Não me diga que meu erro é procurar fora,
o que está dentro de mim,
pois isso já me disseram,
mas eu não sou capaz de acreditar.
Deixe me então continuar nessa busca,
me convencendo que estou procurando,
o que na verdade não quero encontrar.





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