domingo, 31 de julho de 2011

Quando não se pode vencer


Eu baixei as armas, esperando trégua,
mas o mundo entendeu como rendição.
Eu estava com os pés cansados,
mas hoje meu coração descansa em paz.
Todo sim é um não,
os exemplos nunca arrastaram,
e as palavras não convencem quem aprendeu com a vida,
a canção das palavras de decepção.
As tragédias são as notícias do jornal,
o peito aberto já não pode sentir o calor do Sol,
e existe quem na guerra sente a paz,
e olhos que se fecham podem sim tirar os pés do chão,
e ir pra longe, longe de toda essa confusão.
Não são sons de balas de canhão,
não existem tantos corpos pelo chão,
mas muitas guerras estão acontecendo,
no silêncio do coração.
E tempos de paz às vezes é tudo que se pode almejar,
tempos de independência
de ser feliz sem precisar se apoiar no que os outros,
fazem,
deixam de fazer,
são,
deixam de ser.
Eu escrevo uma história que não sei lê,
pus uma bandeira branca como ponto final,
já me faltavam palavras como munição,
todos os sentimentos recuaram como um batalhão,
do outro lado eis que surge o vencedor,
da única guerra que ninguém nunca será capaz de vencer,
a guerra das desculpas,
a guerra de dar a culpa aos outros,
quando o culpado é você.




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