quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O que as flores não dizem

Acho que ela não percebe os sonhos,
que são formados só por ela existir,
existir no meu mundo de um continente só,
pra que o nosso amor nunca possa se perder.
Pra não te confundir eu riscarei palavras,
e direi tudo com um olhar,
olhar que desenha estrelas no céu dos seus olhos,
e um infinito inteiro de sentimentos que se dividem em partes,
pra não te assustar.
Se é distante para colocar um flor em seus cabelos,
é perto o bastante pra sentir a vontade de te ter em meus braços,
por dias inteiros,
e ser tão seu como alguém que se apaixonou primeiro.
Mas não te trago complicações,
no peito só a saudade de um beijo,
que me sufoca a lembrança,
de nunca ter vivido.
Só a pobre esperança,
do seu nome escrito na areia,
formando o mais lindo começo.
Acordaremos juntos?
Andaremos de mãos dadas?
Seremos dois que sonham como um?
Não é diferente pensarmos assim,
e se nem pior, nem melhor que ninguém,
quem sabe não somos iguais,
como jovens apaixonados,
que contam dias no calendário,
quem sabe não somos o beijo roubado,
e as palavras que te deixam envergonhada.
Te darei as flores que caem de seus cachos,
sentirei o perfume por estar em seus braços,
serei o mais feliz por te ter perto,
que farei um quadro de giz com todo o espaço,
e estrelas e planetas darão lugar,
as únicas palavras escritas e repetidas,
que cantarão o quanto foi bom te conhecer.
Porque existem coisas que as flores não dizem,
e elas se calam por não saber,
o que é sentir saudade de todas as coisas,
que ainda não vivi com você.

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