domingo, 8 de novembro de 2009

A menina que vende livros (Qual a cor do amor?)

Qual é a cor do amor,
e as flores que caem dos seus cabelos?
Porque pra mim tudo é fascínio,
como acordar de um sonho bom e descobrir que é real.
Se não quiser meu coração,
devolva embrulhado com o Sol que reflete em seus olhos,
que assim a lembrança de que te encontrei,
ficará eternamente,
como o amor em canções.
como o amor que foi feito só pra você.
Achei quando pensei não mais encontrar,
é que faço tudo errado,
perdi meu respirar quando seu sorriso,
me fez prisioneiro do meu próprio coração apaixonado.
Tudo assim, sentidos de quem sem entender não deixa de pensar em você,
mas me diz qual é a cor do amor,
eu quero poder pintar também,
e fazer meu mundo colorido,
com as cores das flores que caem dos seus cabelos.
Queima aqui dentro a saudade das coisas que poderia ter dito,
é a perfeição indo de encontro aos olhos meus,
olhos de quem procura livros,
mas encontra sem querer,
palavras de liqüidificador,
que se formam tão rápido que acabam por não ter nada a dizer,
então só me diga a cor do amor,
que pinto a parede do seu quarto e o chão da sua rua,
porque dessa vez nenhuma palavra vai ser suficiente pra dizer,
como é lindo seu cabelo caindo sobre os olhos,
e o jeito que você tem de ser um livro raro,
daqueles que poetas decoram pra nunca esquecer.
É que você pode ser tudo pra mim,
e eu nunca irei saber,
se te vi apenas uma vez,
e você nem se lembraria de mim,
afinal só você tem a cor do amor,
e eu sou preto e branco,
meio sem tom, meio sem cor,
e é com você que tudo ganha cor,
é no listrado do seu vestido,
que fico sem ter qualquer coisa pra dizer.
Tudo é igual em dias de chuva,
mas que bom que a menina que vende livros,
desenha no chão do meu peito um Sol,
uma tarde quente,
e com o sorriso de uma criança não sai da minha mente.
Acredite no que quiser,
só não deixe de ser a cor que colore meu mundo frio,
nem deixe de sorrir,
porque a cor do amor é seu sorriso,
e na minha mente nunca vagamente,
estão as flores que caem dos seus cabelos,
me fazendo destilar palavras,
que sufocam essa vontade de novamente te encontrar,
mesmo que novamente sem querer.

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