quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Chove devagar (O coração que quase parou de bater)

Está chovendo devagar,
foi uma tarde sonolenta,
e não é certo o que você faz,
e só eu sei a dor que tenho sentido,
quando penso em você,
são pedaços querendo ser alguém inteiro.
Vai desaparecer com o tempo,
mas antes disso transborda meu coração,
com o vazio de não ter aqui seu abraço que me fez tão bem,
nem sou tão forte assim,
pra dizer que não sinto falta do beijo que te dei.
Chove devagar e eu tento dormir,
não estou muito bem,
estranho ter gostado de verdade,
de alguém como você,
que faz questão de esquecer,
o que tanto me fere o coração,
nenhuma ligação, nenhuma palavra pra dizer,
e assim sou assassinado a conta-gotas,
esperando meu amor voltar,
com flores nas mãos e um guarda-chuva.
Dói como um furacão que leva embora,
as flores que demoram uma estação pra nascer,
e o que mais dói é te amar sem mais querer,
um amor tão pequeno, que se faz tão forte,
quando sonha em sonhar junto com você,
e eu nem consigo entender,
mas eu plantei dias escuros,
e por um momento pensei colher dias de Sol,
pena ter que colher com você,
o que com outra pessoa plantei.
Mas não posso ver ao vento suas palavras,
não houve amores,
nem tão pouco promessas quebradas,
só o que poderia ser,
mas não foi,
e por isso o que sinto é dor e mais nada,
a dor de querer e não poder te ter,
a dor do frio que sinto,
ao ficar aqui esperando você chegar,
segurando essas flores,
esse guarda-chuva,
e um coração que bate mais devagar,
igual a chuva.

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