domingo, 8 de novembro de 2009

Acabaram as palavras (Princesas, borboletas e maças)

É só o que tenho a dizer,
acabaram as palavras,
que eram todas pra você,
não há flores em sua calçada,
nem as noites em claro,
com o pensamento a se perder.
Parece não ter sido suficiente,
tudo que poderíamos viver,
não serei eu ao abraçar você,
quando o frio chegar.
E isso dói, como se toda dor sentisse dor,
por mais uma história sem nós,
é que finais felizes não correspondem a um talvez.
São minhas últimas palavras,
um milhão de motivos pra esquecer,
e um que sufoca meu peito,
me fazendo lembrar você,
mas é só até aqui que pude chegar,
um amor não correspondido corre para o mar,
e fica parado por não saber nadar.
Acho que estou triste,
mas às vezes acho que não,
se ao menos foi real pra mim,
não se perde nada ao tentar, afinal já nascemos perdendo um segundo por vez.
O silêncio é pior que a decisão,
faz doer mais do que imaginam,
os que um dia ouviram um não,
mas não precisamos disso,
é só minha escassez,
uma pérola não encontrada,
só mais um deixando pegadas solitárias.
E de mim o que sobrou?
O recomeço do que se acabou,
de um milhão de sonhos,
o último suspiro antes de esquecer o que poderia ter sido.
Sim, dói mais por ter sido verdadeiro,
do que por ter acabado o que nunca de vera tenha existido,
mas de volta ao castelo vazio,
é só mais um príncipe sozinho,
procurando a princesa,
num campo de borboletas,
que não consegue subir no topo das árvores mais altas,
e pegar as mais belas maças,
mas fica esperando com olhos fixos,
porque um dia alguém que não dará valor,
ao seu sabor jogará ela no chão
e eu estarei aqui pronto para não deixa-la se machucar.

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