terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Para 2009

Eu continuo acreditando, de alguma forma acreditando,
que pastores serão pastores de verdade e não meros administradores,
que líderes serão levantados não por serem puxa-saco e sim por terem o chamado.
Eu continuo acreditando que amigos serão amigos de verdade,
sem sorrir pela frente e pelas costas agir com falsidade,
sem esconder dores de cutuvelo só para manter uma amizade.
Eu me feri, me perdi em algum lugar que nem mesmo sei o nome,
fui do topo ao precipício sem poder me segurar,
ouvi dizer que sou fraco, que a culpa é toda minha,
ouvi pedirem explicações que não abalaram a opinião formada sobre o que realmente aconteceu.
Eu me fiz de forte quando voltei do sertão e reparei que minha cidade é bem mais seca,
que durante cinco anos da minha vida lutei pra ser alguém perfeito,
e depois de supostamente alcançar essa posição vi que isso é impossível de agüentar,
tive o mundo nas costas e ele pesa demais, pode acreditar.
Mas eu continuo acreditando que as pessoas vão falar a verdade,
que não escolherão apenas os melhores, os vencedores que supostamente fazem a história,
que as pessoas terão oportunidades sem que outros tenham que abandonar sonhos.
Eu continuo acreditando que o evangelho não será uma forma de entreterimento,
com festas, músicas, ambiente social, mas o mesmo vazio que se encontra em qualquer boate.
Eu continuo acreditando que as pessoas vão rasgar suas máscaras,
e nossos diferentes segmentos teológicos que tanto nos separam,
vão ser deixados de lado para que o maior motivo que existe para quem se diz cristão possa nos unir, caso você não saiba, me refiro ao amor, amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.
Eu falhei, abandonei e nem olhei pra trás,
ouvi Deus falar no meu ouvido, mas dei ouvidos as minhas dores de ser incompreendido,
de ver pessoas injustas recebendo medalhas por heroísmo e eu ser punido por erros que não foram só meus.
Eu fui acusado, declarado culpado sem chance de ser absolvido, não por palavras, mas pelo olhar do juiz escolhido, fui deixado de lado como alguém sem importância como na verdade ele sempre me tratou, mas esse ano eu fiz questão de soprar a poeira em meus olhos.
Minha voz se calou, já não canto mais, minha melodia só hoje encontrou o tom da alegria, já estou melhor, aprendi na pele que as pessoas falam coisas que não sabem como se fosse a realidade dos fatos, por isso estava desviado sem estar, rebelde sem ser, uma benção que virou maldição, incrível como o mundo gira.
Mas eu continuo acreditando que quem deveria se importar vai continuar se importando, que dizer que não existem cartas marcadas é fácil demais quando se tem o jogo ganho na manga.
Eu continuo acreditando que o amor não enxerga distância, que as regras separam mais do que alcançam, que um amor pra vida inteira pode ir embora, e amar mesmo assim parece coisa de louco, mas esse ano descobri que devo ser louco.
Enfim eu continuo acreditando que tudo no final vai dar certo, que não serei nunca mais o mesmo, e que tudo que passei esse ano embora eu não consiga ver, no futuro fará um grande sentido.
Continuo acreditando que o mais importante não é quem você é quando está na frente de todo mundo, mas quando você está sozinho, que é fácil receber elogios, difícil é receber as críticas por ter desistido, mas eu continuo acreditando que existe um recomeço.
Eu continuo acreditando em um Deus que perdoa, que ama e talvez escreva um livro sobre incrível jornada de um Deus que não desiste nunca.
Para 2009 eu continuo acreditando...

Nenhum comentário: