domingo, 23 de novembro de 2008

Testemunho

Ainda na gestação, minha mãe tentou se suicidar pulando da janela do hospital, depois de uma gravidez difícil, pois meu pai biológico, tinha nas vésperas do meu nascimento roubado tudo de nossa casa e sumido.Eu nasci no dia 20 de fevereiro as 10 horas da manha, meu nome seria João, mas minha mãe dizia ter visto um anjo que falou pra que ela pusesse o nome de David,minha mãe enfrentou uma dura batalha contra a necessidade, tendo que esquentar o leite em uma lata cheia de álcool.Os anos se passaram e já com 5 anos tive uma febre muito forte, chegando a desmaiar, minha mãe me levou a uma igreja e lá me lembro que no final do culto estava pulando no banco da igreja ao som do louvor, curado.Minha mãe começou a ficar doente, e nunca descubriríamos que doença era, nessa fase eu aos 9 anos tive que deixar de estudar pra poder ajudar minha mãe, fazendo compras e resolvendo situações domésticas, aos 10 anos nos mudamos e minha mãe faleceu, foi quando começei a morar com meu padrinho de batismo que me adotou.Mesmo ele tendo me adotado, só hoje realmente é meu pai, passei minha adolescência, tendo que conviver com festas, homossexualismo, desprezo e sonhos despedaçados, sendo criado pelo cuidado de um Deus de perto, mas que eu não conhecia.Nessa época tomei meu primeiro e único tapa no rosto, por uma discussão que nem tive culpa, foi então que decidi me perder de uma vez, mas nunca conseguiria fazer isso.Meu pai adotivo morava no centro do rio, então me restava o restande da família que por mais que se esforçassem sempre me tratariam como alguém adotivo.Viajei para o nordeste onde conheci a dor de uma tatuagem e o seu prazer, voltei e me deleitei no som do rock e de ficar apaixonado por todas ao mesmo tempo.Foi quando aprendi a me encher e percebi também que cada vez ficava mais vazio.Foi numa noite sem ninguém em casa que o desespero da solidão me tocou mais forte e chorando muito com a faca na mão pensei em dar fim a algo que alguém me deu, minha própria vida, mas uma voz que eu nunca poderei descrever chamou meu nome, e meu choro cessou sem razão aparente tirando o fato do temor que senti.Também foi em uma noite que fui visitar uma igreja, convidado pela mãe de uma amigo meu, pois era festa dos dias das mães, o pregador da noite muito usado por Deus, fez a perguntar que eu tinha ouvido pela primeira vez.Quem quer aceitar Jesus? disse ele, eu estava sentado na última fileira junto com meus amigos, e pensei que todos levantariam a mão, então fui o primeiro, mas ninguém mais levantou a mão. Eu acabará de aceitar meu salvador, e quando meus joelhos tocaram o chão perto do altar, tive tempo de perceber que meus amigos vieram um a um atrás de mim.Eu tinha aproximadamente 15 anos quando isso aconteceu.Conheci pessoas tão incríveis, que estão comigo até hoje, umas abandonaram a fé, outras continuam firme. E eu continuo vivendo uma vida completamente diferente de tudo aquilo que eu poderia estar vivendo.****Essa é parte da história não detalhada da minha vida que só faz lembrar que Deus nunca perde o controle de nada, que até as maldicões podem se transformar em bençãos. Deus nunca desiste.****

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