sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Quer saber?

Se quer saber as coisas ainda estão por estar,
mas não faça promessas que não possa cumprir,
e não grite o que você deveria sussurrar,
porque sempre existe alguém a escutar.
Se quer saber deveria ter dito antes,
a bomba estourou nas minhas mãos,
mas por algum motivo fiquei de pé,
talvez só pra te dizer.


Blá, blá, blá...
Não sou mais o mesmo,
meus passos me levam para outro lugar,
minhas respostas um mero tanto faz,
é que meu mundo é maior que seus mapas.


Se quer saber não precisa falar nada,
chegou a hora do mundo se calar,
cansei das besteiras,
que só fazem sentido pra você.
Se quer saber fim dá tudo certo,
então tire o nariz de palhaço,
o circo já pegou fogo a muito tempo,
e os aplausos são todos seus.

domingo, 23 de novembro de 2008

Testemunho

Ainda na gestação, minha mãe tentou se suicidar pulando da janela do hospital, depois de uma gravidez difícil, pois meu pai biológico, tinha nas vésperas do meu nascimento roubado tudo de nossa casa e sumido.Eu nasci no dia 20 de fevereiro as 10 horas da manha, meu nome seria João, mas minha mãe dizia ter visto um anjo que falou pra que ela pusesse o nome de David,minha mãe enfrentou uma dura batalha contra a necessidade, tendo que esquentar o leite em uma lata cheia de álcool.Os anos se passaram e já com 5 anos tive uma febre muito forte, chegando a desmaiar, minha mãe me levou a uma igreja e lá me lembro que no final do culto estava pulando no banco da igreja ao som do louvor, curado.Minha mãe começou a ficar doente, e nunca descubriríamos que doença era, nessa fase eu aos 9 anos tive que deixar de estudar pra poder ajudar minha mãe, fazendo compras e resolvendo situações domésticas, aos 10 anos nos mudamos e minha mãe faleceu, foi quando começei a morar com meu padrinho de batismo que me adotou.Mesmo ele tendo me adotado, só hoje realmente é meu pai, passei minha adolescência, tendo que conviver com festas, homossexualismo, desprezo e sonhos despedaçados, sendo criado pelo cuidado de um Deus de perto, mas que eu não conhecia.Nessa época tomei meu primeiro e único tapa no rosto, por uma discussão que nem tive culpa, foi então que decidi me perder de uma vez, mas nunca conseguiria fazer isso.Meu pai adotivo morava no centro do rio, então me restava o restande da família que por mais que se esforçassem sempre me tratariam como alguém adotivo.Viajei para o nordeste onde conheci a dor de uma tatuagem e o seu prazer, voltei e me deleitei no som do rock e de ficar apaixonado por todas ao mesmo tempo.Foi quando aprendi a me encher e percebi também que cada vez ficava mais vazio.Foi numa noite sem ninguém em casa que o desespero da solidão me tocou mais forte e chorando muito com a faca na mão pensei em dar fim a algo que alguém me deu, minha própria vida, mas uma voz que eu nunca poderei descrever chamou meu nome, e meu choro cessou sem razão aparente tirando o fato do temor que senti.Também foi em uma noite que fui visitar uma igreja, convidado pela mãe de uma amigo meu, pois era festa dos dias das mães, o pregador da noite muito usado por Deus, fez a perguntar que eu tinha ouvido pela primeira vez.Quem quer aceitar Jesus? disse ele, eu estava sentado na última fileira junto com meus amigos, e pensei que todos levantariam a mão, então fui o primeiro, mas ninguém mais levantou a mão. Eu acabará de aceitar meu salvador, e quando meus joelhos tocaram o chão perto do altar, tive tempo de perceber que meus amigos vieram um a um atrás de mim.Eu tinha aproximadamente 15 anos quando isso aconteceu.Conheci pessoas tão incríveis, que estão comigo até hoje, umas abandonaram a fé, outras continuam firme. E eu continuo vivendo uma vida completamente diferente de tudo aquilo que eu poderia estar vivendo.****Essa é parte da história não detalhada da minha vida que só faz lembrar que Deus nunca perde o controle de nada, que até as maldicões podem se transformar em bençãos. Deus nunca desiste.****

sábado, 8 de novembro de 2008

Talvez

Talvez eu nunca entenda,
o amor que tens por mim,
a cruz, o sangue e o perdão,
pra me dar um novo fim.


Talvez eu nunca entenda,
minhas quedas,
e sua disposição pra me levantar,
do chão frio do fracassar.


Me deste a honra,
e levou minha vergonha,
me deste a vida,
e morreu minha morte,
o que direi?
Se palavras são insuficientes,
pra qualquer coisa a dizer.

Chuva

A noite chegou trazendo o recado,
de que mais um dia vai acabar,
então as flores vão deixar de dançar,
e palavras sem atitudes serão levadas,
pelo vento do ventilador.


Quero apenas revisar minha vida,
e rever seu sorriso,
acender a luz do quarto,
enquanto o mundo escureceu,
e me lembrar que não existe fim,
sem final feliz.
(Não existe fim sem final feliz,
nem pra você, nem pra mim)


A chuva chegou fazendo barulho na janela,
e esperei você desembarcar,
trazendo de volta todas as promessas,
minha armadura enferrujada,
já não aguenta tanta indiferença.

Mais do que sei dizer

Deixa eu te tocar mais uma vez,
sentir que meu coração voltou a bater,
e longe das acusações,
o mundo se resuma em mim e em você.


Desliguei o telefone,
quero ficar só com o seu jeito,
de me dizer que vai ficar tudo bem,
quero só teu amor,
pois preciso mais de você do que sei dizer.


Deixa eu me sentir seguro outra vez,
como a mão de uma criança,
segura firme a mão do pai,
agarra-me e não me deixe partir.


Não posso voar sem asas,
sem olhos não posso enxergar,
nem respirar sem ar,
não posso viver sem te ter,
não posso viver sem você.

Revolução

No meio da multidão,
onde sou invisível,
seus olhos veem,
as palavras,
que não consigo dizer.


Como um ponto para o fim,
um novo parágrafo,
começa uma revolução,
que parte de você pra mim.


Onde não há palavras,
e meus pedaços,
estão espalhados pelo chão,
a poeira nos meus olhos,
é interrompida pela visão,
da sua mão.
(Estendida mudando a história da minha vida)

De acordo com as regras,
onde um erro,
justifica o fim,
eu aprendi que não escolher,
é uma escolha que não cabe a mim.


Como o vento faz meu cabelo dançar,
um novo fôlego,
começa uma revolução,
que parte de você pra mim.




sexta-feira, 7 de novembro de 2008

E sem cor tudo é incolor

Meu mundo incolor foi colorido pelo seu olhar,
e em mim nada mais é preto e branco,
todo sentimento de tão profundo se perdeu,
e só consigo achar explicações que ninguém me deu,
mas no fim de cada ligação,
eu digo eu te amo querendo dizer que sou todo seu.
As vezes penso que vou acordar,
e teu avião já terá partido,
e vejo que arrancaram folhas do nosso livro,
apagaram as palavras da nossa história,
mas volto a sonhar,
pois um pesadelo maior do que te perder,
é sonhar e nesse sonho não te ter.
Olhos cheios d' água,
é que logo vai chegar o último pôr-do-Sol,
e ele durará apenas alguns segundos,
e não terei quem aquecer,
lembro-me então que em máteria de esquecimento,
eu sempre me esqueci de aprender.
Enfim se eu te decepcionar,
e pedindo pra você ficar cante mil canções,
não me leve a mal,
é que sem você diamantes quebram como vidro,
e por falta de valor o ouro é dado e não vendido.
E no meio do olhar de todo mundo,
me sinto invisível,
e me chamam várias vezes no meio da minha distração,
de só ficar imaginando como será,
viver sem você em um mundo sem cor,
onde sem você tudo é incolor.

O Sol vai dormir em outro lugar

Faróis apontam a direção,
tempestades no copo d' água,
só alertam que mesmo fora da rota,
existem fatos que justificam os fins.
A fidelidade trocada,
pela liberdade,
de ter um pedaço de cada um,
tentando formar alguém inteiro.


Seguem assim os dias,
dos que diziam mudar o mundo,
mas agora tudo é tanto faz,
seja no começo, meio ou fim.


O Sol vai dormir em outro lugar,
e eu amarro o cadaço do seu sapato,
mas o meu eu não sei amarrar.
Eu também vou dormir fora,
dando conselhos que não vou seguir.
Minha oniciência pede conselho,
tateando no escuro,
de pensar saber tudo,
e pra cada pérola um absurdo,
só tenho respostas das perguntas que não fiz.

Tudo

Me diga,
se eu não te amei até o último segundo?
Se eu não fiz ao teu redor,
girar meu mundo?
Se as flores de plástico,
hoje não têm fôlego pra respirar?
Se tampas de refrigerante,
hoje não são de ouro pra te presentear?



Me diga,
se eu não te fiz mais feliz que todo mundo?
Se não fui ao final,
do poço mais fundo?
Se entre o pôr-do-Sol e o seu nascer,
as chances não foram dadas todas a você?
Se o tempo que é igual pra todos,
eu não dediquei todo a você?



Eu fiz tudo,
tudo que pude,
pra você me conhecer.



Eu fiz as lágrimas nos teus olhos,
mas também fiz teu sorriso.
Eu fiz o Sol, o mar, e tudo que há.
Eu fiz os dias que você não entende,
mas também os que você fica contente.
Eu fiz estrelas, o frio, tudo pra você notar...

Rápido demais

Meu amigo me desculpe,
por não ser imortal,
não aprendi a jogar,
com cartas marcadas,
e minhas decisões me levam,
rápido demais para o tudo ou nada.


Talvez rápido demais,
mas segundas chances,
podem ser fiéis ao nunca mais.
Talvez tarde o bastante,
pra tentar perceber,
que a vida é feitas de instantes,
feitos só para você.


Minha festa está vazia,
só não me leve a mal,
não aprendi a me explicar,
sem que pareça desculpas pra você,
e meus passos em direção a Lua,
rápidos demais para algo que não muda.